Em março de 2016 nascia o Grandes Vozes. A MJ Pérez -na altura artista emergente- passou pelo nosso programa. Desde aquele momento, as suas músicas são habituais na nossa seleção e sempre que a artista nos faz chegar novidades nós encarregamo-nos de as comunicar à audiência.
Decorridos quase dez anos de carreira artística, conversamos novamente com a MJ e falamos com ela a respeito da sua formação e experiência laboral em matéria de Produção Audiovisual, de Carvalho Calero e também de prémios muito importantes, sobre a particular fusão por iniciativa sua entre a poeta galega Rosalía de Castro e a cantora espanhola Rosalía e das colaborações com as CRUA e a Garota Não; e com Sofía Espiñeira, Peter Petrowski e Hugo Guezeta.
Durante o diálogo, enfatizamos o “Perdín a memoria” -o seu último trabalho, uma canção escrita entre a Galiza e a França, produzida pelo Sérgio Miendes- e não deixamos no esquecimento o “Vai Embora” e o “Tanto por loitar”.
Nesta conversa sem tabus, falamos abertamente do período de crise que levou a artista mesmo a pensar en abandonar.
Felizmente, foi só uma pausa para respirar e tomar alento.
Nestes minutos do “Deixe Falar” temos o prazer de oferecer ao público a paixão com que habitualmente comunica a nossa convidada.
Perfil biográfico da artista
MJ Pérez (Arzúa 1992) é cantora e compositora galego-portuguesa, com família a Norte e a Sul do Minho. Segundo informações da Wikipédia, estudou Comunicação Audiovisual na Universidade da Corunha, onde também realizou o Mestrado de Produção e Gestão Audiovisual.
Em 2014 iniciou a atividade como artista. Produz os seus próprios videoclips, -vários foram selecionados em festivais de cinema como o Festival de Cans, o OUFF de Ourense ou o Curtas Armadiña-, compôs a peça audiovisual “Ao Vento” (com Rubén Gasalla, Bruno Nieto e Alicia García); e colaborou no documentário “Vieiros de Esperança” centrado em Carvalho Calero.
Em 2016 apresentou “A Peza Solta” com a colaboração da poeta corunhesa Lidia Bao. Em 2019 cantou en Portugal e editou o seu primeiro tema com fonética meridional (herdada por via materna): o Vai Embora!”
Obras
- Ollos que non ven, síntoma de cegueira (2014).
- Guerrilleira (2015).
- Casandra (2017).
- A luz prendida (2020).
