Vasco Ribeiro Casais confirma que OMIRI vai estar proximamente na Galiza

No Grandes Vozes apresentamos um dos mais originais projectos de reinvenção da música tradicional portuguesa. O espectáculo é protagonizado pelos verdadeiros intervenientes da nossa cultura; músicos e sons de todo o país a tocar e a cantar como se fizessem parte de um mesmo universo. As recolhas de som e imagem são transformadas e manipuladas em tempo real, servindo de base para a composição e improvisação musical de Vasco Ribeiro Casais.

Fado Bicha chega à Ponte Musical na voz do João Caçador

“Lisboa, não sejas racista/ Não é só pra turista/ Vir e ocupar/ Lisboa, não sejas racista/ Velha cavaquista/ Não queiras voltar/ Lisboa, não sejas racista/ E crê que esta lista/ Não vai amansar/ Lisboa, não vives não falas/ Tira-me essas palas E aprende a escutar”

Fado Bicha a intepretar “Lisboa, não sejas racista”

João Caçador concedeu-nos a primeira entrevista para um meio de comunicação da Galiza e nós quisemos aproveitar a ocasião para falarmos do maior número possível de temas. O primeiro o do termo “Bicha”, com o qual o nosso interlocutor entra plenamente em matéria: “é um insulto que serve para qualificar um homem homossexual e afeminado, o que provoca punição social. Essa palavra que foi tomada como um insulto às nossas identidades tornamo-la como uma arma de visibilidade e de orgulho”.

OZ Guarani: a voz do seu povo

Jefferson Xondaro: "Estamos em luta pela demarcação de terras"

Jaraguá é um bairro da Região Noroeste do município de São Paulo, no Brasil. Neste bairro, situa-se o Pico do Jaraguá, o ponto mais alto do município de São Paulo e por onde passam também duas importantes saídas para o interior paulista: as rodovias Bandeirantes e Anhanguera. A povoação original do bairro era de índios tupiniquins, até a chegada de portugueses e castelhanos, que desciam o Rio Tietê rumo ao interior. No presente, dlocalizam-se no bairro duas aldeias indígenas guaranis: a Tekoa Ytu e a Tekoa Pyau, chefiada pelo cacique Fernandes.

Nós falamos com o Xondaro, “o Guerreiro”, o porta-voz da banda e soubemos que para eles a música é uma ferramenta de denúncia dos problemas que padece a população. É um rap combativo pela supervivência das pessoas e dos animais das aldeais ameaçadas pela invasão da cidade e as suas artérias de comunicação.

 

 

 

MAMPARRA: DESVENDAMOS OS ENIGMAS

Que têm em comum o filósofo Thomas Hobbes, o jogador de futebol Robinho e o papagaio Cucói?


Nos palcos os integrantes são cinco -Felippe Rodrigues (bateria), Gustavo Borges (guitarra), Maiana Monteiro (voz), Guilherme Mingroni (baixo) e Foca (trompete)-, mas Mamparra é uma comunidade mais alargada. Exemplos?: o compositor Itamar Assumpção ou o mesmíssimo Gilberto Gil.

A banda foi fundada em 2009 e em 2012 o grupo ganhou o prêmio LabMIS, do Museu da Imagem e do Som de S. Paulo (MIS-SP), que deu direito a gravação de um EP. O seu primeiro álbum, lançado em 2017, é  “uma mistura eclética com influência da Tropicália, Novos Baianos, Arrigo Barnabé, Karnak e outros”.

No Grandes Vozes viajamos 8000 km através da língua para  conversarmos com Gustavo Araujo Borges a respeito das ligações com  Itamar Assunção, do significado da palavra “Mamparra”, dos prémios, do Thomas Hobbes e do Robinho, dos ritmos, das influências e -logicamente- das suas gravações.

 

Eduardo Monteiro: “Entrei na música galega através de Muxicas”

Na "Xuventude de Galicia", em Lisboa, aprendeu música tradicional com o Paulo Marinho, da Sétima Legião

Na entrevista da entrega nº 111 do GV, demos a conhecer à nossa audiência a música do Eduardo Monteiro, que nasceu no Rio de Janeiro em 1974 no seio de uma família integralmente portuguesa e emigrante. Mudou-se para Portugal em 1982, tendo vivido em Viseu durante 4 anos, período após o qual passou a viver com a família em Lisboa.
Em 1992, Eduardo Monteiro entrou para a Xuventude de Galicia em Lisboa e aprendeu a tocar gaita de foles e pandeireta galega com Paulo Marinho e com diversos professores enviados pela Xunta de Galicia. Integrou o grupo “Anaquiños da Terra”, quer como participante quer como ensaiador.
Autodidacta na sanfona, assistiu a vários cursos na Galiza na França. Em 2000 ingressou no curso de canto na Escola de Música do Conservatório Nacional e integrou algumas formaçoes musicais no ambito da música popular e erudita.
Desde 2007 tem-se dedicado ao fado, tendo cantado em diversas casas de fado, hoteis e eventos. Atualmente aprende a tocar viola. Paralelamente ao percurso musical licenciou-se em Biologia em 1999, tendo se desde entao dedicado ao ensino, em estabelecimentos de ensino públicos e tutelados pelo Ministerio da educação.