MAMPARRA: DESVENDAMOS OS ENIGMAS

Que têm em comum o filósofo Thomas Hobbes, o jogador de futebol Robinho e o papagaio Cucói?


Nos palcos os integrantes são cinco -Felippe Rodrigues (bateria), Gustavo Borges (guitarra), Maiana Monteiro (voz), Guilherme Mingroni (baixo) e Foca (trompete)-, mas Mamparra é uma comunidade mais alargada. Exemplos?: o compositor Itamar Assumpção ou o mesmíssimo Gilberto Gil.

A banda foi fundada em 2009 e em 2012 o grupo ganhou o prêmio LabMIS, do Museu da Imagem e do Som de S. Paulo (MIS-SP), que deu direito a gravação de um EP. O seu primeiro álbum, lançado em 2017, é  “uma mistura eclética com influência da Tropicália, Novos Baianos, Arrigo Barnabé, Karnak e outros”.

No Grandes Vozes viajamos 8000 km através da língua para  conversarmos com Gustavo Araujo Borges a respeito das ligações com  Itamar Assunção, do significado da palavra “Mamparra”, dos prémios, do Thomas Hobbes e do Robinho, dos ritmos, das influências e -logicamente- das suas gravações.

 

Eduardo Monteiro: “Entrei na música galega através de Muxicas”

Na "Xuventude de Galicia", em Lisboa, aprendeu música tradicional com o Paulo Marinho, da Sétima Legião

Na entrevista da entrega nº 111 do GV, demos a conhecer à nossa audiência a música do Eduardo Monteiro, que nasceu no Rio de Janeiro em 1974 no seio de uma família integralmente portuguesa e emigrante. Mudou-se para Portugal em 1982, tendo vivido em Viseu durante 4 anos, período após o qual passou a viver com a família em Lisboa.
Em 1992, Eduardo Monteiro entrou para a Xuventude de Galicia em Lisboa e aprendeu a tocar gaita de foles e pandeireta galega com Paulo Marinho e com diversos professores enviados pela Xunta de Galicia. Integrou o grupo “Anaquiños da Terra”, quer como participante quer como ensaiador.
Autodidacta na sanfona, assistiu a vários cursos na Galiza na França. Em 2000 ingressou no curso de canto na Escola de Música do Conservatório Nacional e integrou algumas formaçoes musicais no ambito da música popular e erudita.
Desde 2007 tem-se dedicado ao fado, tendo cantado em diversas casas de fado, hoteis e eventos. Atualmente aprende a tocar viola. Paralelamente ao percurso musical licenciou-se em Biologia em 1999, tendo se desde entao dedicado ao ensino, em estabelecimentos de ensino públicos e tutelados pelo Ministerio da educação.

Alberto Mvundi: dos Papaqueixos e a Turma Angolo-Galega à sua própria banda

"Quando entrei desde Portugal, fiquei completamente apaixonado pela Galiza e... não só!"


Alberto Mvundi. Angolano-galego. Filho predilecto da África e Filho adoptivo da Galiza. Músico e activista social”. Com estas palavras apresentou Edilson S. Tavares o nosso convidado do programa nº 107  do Grandes Vozes. Imediatamente depois, Alberto Mvundi falounos do seu Kibala natal, um município situado na província de Cuanza Sul, e dos seus primeiros anos de vida num ambiente de “alegria, música, futebol e praia“, mesmo estando o país em situação de guerra civil.

Precisamente por culpa dessa guerra, Mvundi fugiu para Portugal, onde esteve por um período de oito anos, antes de passar para a Galiza: “Depois de ter estado em Lisboa, no Porto, no Algarve… sentia a necessidade de alargar a actividade musical e um dia fui a Valença do Minho e cruzei… era ainda a ponte velha. Entrei na Galiza e, quando entrei na Galiza e ouvi a pessoas a falarem, vi que entendia tudo e até cheguei a pensar que  Portugal não terminava em Valença do Minho. Para mim era tudo Portugal. Não tinha problemas de língua“.

 

Como lle apareceu a posibilidade de viaxar a Portugal? // Como definimos a súa saída: exilio ou emigración? Canto tempo estivo en Portugal? Como chegou á Galiza? A través dalgún contacto? Cando e como foi recebido na Galiza? Quen foron os primeiros contactos musicais? En que discos colaborou? Quen integra agora mesmo a súa banda? Cal é a temática das letras das suas cancións? E cal é o estilo musical (fusión da África e do Brasil)?

MAIMUNA JALLES

A artista originária da Guiné prepara novos trabalhos discográficos


Maimuna Jalles, cantora com origens na Guiné, bem conhecida nos cenários lisboetas, é apresentada agora ao público internacional através do Grandes Vozes. Filha de pai guineense e mãe judia polaca, cresceu num ambiente de encontro de dois mundos económico-culturais. O pai também era músico (compositor e letrista) e deixou um livro inédito à espera de ser completado pela filha.

O público português conheceu a Maimuna nos anos 90, quando acompanhava o rapper General D (“Nos anos 90 era a forma de exprimir a indignação, a revolta contra o racismo sistémico”), mas também  por colaborações com outros grandes artistas, como a Sara Tavares, o Guto Pires e o To Cruz.

Após uma pausa de vários anos, regressou ao mundo da música há um par de anos e agora conversou com o Edilson a respeito dos trabalhos que está a preparar neste momento.

CONHECEMOS A MENINA ARROUTADA

A artista do cinema, do teatro e da música foi entrevistada por Edilson S. Tavares e Raquel L. Ramos


Filha de emigrantes da Galiza, nasceu na Suíça. É “Menina” porque  gostava de viajar a Portugal e o de “Arroutada” para reivindicar a sua propria forma de ser. Ela é Álex Rei Vázquez. Nesta entrega número 105 do Grandes Vozes conversa ao vivo com Edilson e Raquel e, através das suas próprias palavras, podemos conhecê-la melhor (a formação em Cinema na cidade de Barcelona; a participação no grupo teatral Chévere; as colaborações com a GlichtGirl; a participação nas “Mulheres na Batida”) e até ter um adianto de como vai ser o seu primeiro disco de aparição iminente.