Programa 57: Irandê César, da Academia da Berlinda

Academia da Berlinda

Há treze anos que se formou em Olinda a Academia da Berlinda. Após os seus discos “Academia da Berlinda” (2007), “Olindance” (2011) e “Nada sem ela” (2016), as gravações deste símbolo da cultura pernambucana e afro-brasileira são cada vez mais cuidadas e maduras.
 
“Conforme o tempo passa, as pessoas vivem e as coisas acontecem; a música avança cada vez a melhor”, afirma Irandê Cesar. O quarto disco, já em produção, promete manter a essencia desta banda. Continuaremos atentos, pois vão tentar que a Galiza seja o primeiro destino europeu a acrescentar à lista de cidades brasileiras aonde são chamados para atuar.
 
Se quiserem saber mais sobre os nossos convidados desta semana, não percam esta nova entrega do Grandes Vozes do Nosso Mundo:
 

Fontes: Vídeo de Zé do Echo. Foto da Academia da Berlinda

Programa 56: Belém Tajes

Belém Tajes
De Buenos Aires à Corunha, passando por Camarinhas: podemos resumir assim os lugares de referência na vida de Belém Tajes. Neta de emigrantes, viveu nesta vila da Costa da Morte depois do seu regresso ao País, após os seus pais terem escolhido a Argentina como lar. Posteriormente, mudou-se para a cidade herculina. No início estudou violoncelo, mas reparou rapidamente em que a voz podia ser, se calhar, uma via melhor para ela. Começou a desenvolvê-la no coro feminino Sisters in The House, dirigido por Carmen Rei, e continuou a compor e a fazer música no seu grupo VooDoo.
 
Luar na Lubre é agora o seu projeto principal, um desafio que a entusiasma e que tem como ponto de partida uma digressão por toda a Europa. A satisfação de ver o público, diz, é o mais importante para ela, sobretudo se considerarmos a sua adaptação vertiginosa: apenas contaram com quinze dias desde a chegada da Belém ao grupo até ao primeiro concerto para alcançar a compenetração entre todos os membros da formação.
 
A sua parte criativa incentiva-a a continuar com o seu projeto pessoal e a perseguir objetivos cada vez mais ambiciosos. Sobre estas experiências e projetos conversou com o Marco no Grandes Vozes do Nosso Mundo desta semana.
 

Foto: Brais G. Rouco vía O Cadelo Lunático. Vídeo: Voodoo Música.

Programa 55: Barahúnda

Foto e vídeo: Barahúnda

Barahúnda
Jose Luís Lara Gruñeiro e Helena de Alfonso formaram Barahúnda em 1998 em Madrid. Música folque de raíz ibérica, cantigas galego-portuguesas, cantares moçárabes, canções sefarditas e outras composições próprias fazem parte do seu repertório. Três discos resumem a sua trajetória: “Al sol de la hierba” (2002), “Una hora en la ventana” (2006) e “Múdanse os ventos” (2015).
 
Agora, com mais música “feita por nós”, percorrem o país e muitos outros lugares, levando os ritmos atlânticos aonde quer que vão. Acompanhados por pessoas como José Luís do Pico, Xurxo Varela, Raúl Lojo e outros, continuam o seu percurso musical. O caminho prossegue agora pelo Curral do Marquês (Rianxo), a Pousada das Ánimas (em Boiro, na homenagem a Narf), por Lugo, Vilar de Santos, Boiro, Lousame ou Astúrias.
 
Para descobrir mais, não percam a entrevista que o nosso Marco e o nosso Edilson fizeram a estes dois artistas.
 

Programa 54: Carlos Guerreiro

Fonte: d’Orfeu AC

“Ainda há gaiteiros em Lisboa?” A resposta de Carlos Guerreiro é direta: há muitos. Falamos com um dos fundadores dos Gaiteiros de Lisboa, uma associação que criou junto com artistas da cidade como Paulo Marinho e José Manuel David.
 
Vozes na Luta, fundada por Mário Branco, foi o grupo com que iniciou a vida musical Carlos Guerreiro. Realizaram uma digressão por Espanha onde, após conhecer Faíscas do Xiabre, o Carlos ficou apaixonado pela música galega e decidiu dedicar-se com maior seriedade e peso à arte do gaiteiro.
 
Produtor da sua própria música e de artistas como os Bandarra, fabricante de instrumentos –investigador de novas sonoridades, como ele gosta de dizer– e autor da Chula Gaiteira, uma das canções mais recordadas do Xabarín Club, o programa de televisão que deixou marca numa geração inteira de galegos. São tantas as experiências que o nosso convidado tem para nos contar!
 
Mais uma vez, convidamos os nossos ouvintes a escutar a entrevista que a equipa do Grandes Vozes realizou ao Carlos Guerreiro:

 

Programa 53: O Leo Arremecághona

Sou um tipo bastante independente, além de independentista.

Professor no Instituto Politécnico de Vigo e filólogo. Poeta e músico. Estética punk e canção reivindicativa galega. “Rural Love” e “Corina Porro”. “Quero Aghobiarte” e “A neurona na patineta”. “En lo más hondo” e “Materialismo dialéctico”. Assim é o Leo i Arremacághona!!! e assim é o profissional que está por trás deste artista.
 
No ano 1998 publicou o seu primeiro disco, com 24 anos. Foi em 2006, após participar no concurso “A polo ghit”, quando iniciou uma trajetória que combina a sua música com diversas personagens que sobem ao cenário, seguindo o modelo da escola catalã. Por outras palavras, com o Leo atua uma família inteira de artistas que não deixa ninguém indiferente!
 
Demonstrando que a normalização se faz cada dia, participa de várias iniciativas, como são os contubérnios tabernários. Sobre estas questões falou com o nosso Marco e com Bernardo Penabade, de modo que o convidamos a escutar esta nova entrevista do Grandes Vozes do Nosso Mundo para conhecer este e outros projetos do nosso artista.