[P62] Selma Uamusse

De Lisboa a Burela: Selma Uamusse falou connosco justo antes de viajar para a Galiza. O festival Terra da Fraternidade, em Compostela, foi o lugar escolhido para a primeira atuação a solo desta artista no nosso país.
 
A sua música, na qual se destacam os instrumentos tradicionais de Moçambique e a fusão de ritmos heterogéneos, é a união das diversas culturas presentes nas suas origens e durante a sua etapa de formação.
 
Enquanto esperamos o lançamento do primeiro disco da Selma e o seu regresso à Galiza, no Grandes Vozes convidamos-vos a escutar a entrevista que o Edilson e o Marco realizaram à artista moçambicana. Uma conversa a não perder!

 

Vídeo: Antena 3

[P61] Lula’s, da Cachupa Psicadélica

Música para fazer fotossíntese

A banda da Cachupa Psicadélica é formada por Lula’s (guitarra e voz), Bilan (baixo) e Jorge Machado (percusão). Lula’s e Bilan nasceram na ilha de São Vicente (Cabo Verde), enquanto que Jorge Machado é português.
 
A expressão “música para fazer fotossíntese” resume o espírito deste grupo, cujo estilo o nosso convidado define como “música das entranhas do meu Cabo Verde nação cultural”. Como o próprio Lula’s afirma, há muito mais do que uma nação ou um território; trata-se de uma língua e uma identidade.
 
Após dois álbuns, “Águas Mornas” e “O último caboverdiano triste”, a Cachupa Psicadélica está a se consolidar como uma das bandas imprescindíveis do espaço lusófono. Brevemente, a Cachupa realizará uma digressão por vários dos países pertencentes ao nosso universo linguístico. Entretanto, na Galiza aguardamos de braços abertos que venham visitar-nos.

 

Vídeo: Cachupa Psicadélica. Foto: Teatro de Vila Real.

[P60] João Caetano

Chegou a Londres com 18 anos para perseguir o seu sonho musical, após passar a infância em Macau. Já desde bem pequeno frequentou o conservatório e foi ao chegar à Europa quando ingressou na banda Incognito e começou a dedicar-se profissionalmente à música.
 
“Partir sempre para voltar. Voltar sempre para partir”, diz. É assim como resume a sua vida entre os tres países que leva no coração: a China, a Inglaterra e Portugal. Terras que demonstraram um imenso carinho com a excelente acolhida do seu primeiro EP a solo, lançado em 2016.
 
O seu som, segundo ele mesmo o sente, é a união da raíz do fado e dos cantares lusos com a modernidade. “Uma música do mundo“, define João. E juntando estes elementos, com a nossa própria contribuição multicultural, nasceu esta nova edição do Grandes Vozes do Nosso Mundo.

 

Vídeo: João Caetano

[P59] Gael (Som do Galpom)

Em 2005 Gael juntou-se ao seu irmão Brais e ao seu amigo Juan para criar um grupo â procura de um estilo original e diferente. Desde a Moninha, onde começaram, continuam agora com a quinta formação, segundo aponta o nosso convidado. Por esta razão, um número importante de músicos foram conformando a banda até ser o que agora é Som do Galpom.
 
Em 2008 receberam vários prémios, entre os quais devemos destacar o Nsaio no Camiño, por significar o salto definitivo aos palcos. Durante a sua carreira também tiveram a oportunidade de participar do A Polo Ghit e do Cantalingua!.
 
A geografia galega que já percorreram viveu toda a energia e a conexão com público que sempre pretendem alcançar. Brevemente Brais e Gael Bassave, Pablo Rey, Iván Bernárdez e Javi Miranda vão estar em Compostela, Barreiros e na Serra de Outes para continuar a dizer ao público “Baila” e para encher-nos de boas vibrações.

 

Vídeo: Som do Galpom

[P58] Samuel Solleiro

«Os Ataque Escampe tentamos que cada disco tenha um ar diferente»

Ataque Escampe

Os Ataque Escampe publicaram em fevereiro um novo disco: Primeiros Bicos. No nosso programa quisemos falar com Samuel Solleiro sobre esta década de palco e estrada. Um prémio à melhor canção de autor foi o incentivo que o encorajou a iniciar este percurso profissional e, desde esse momento, as suas notas musicais não pararam de chegar aos nossos ouvidos.
 
“Roi Vidal, Miguel Mosqueira, Álex Charlón (que já não faz parte do conjunto), Álvaro Trillo, Lois Carlín e o nosso convidado são os nomes que integram ou integraram esta banda que se foi transformando, não só quanto a pessoas, mas também em relação aos instrumentos e canções.
 
Conversamos com ele sobre Discos da Máquina (um interessante projeto para a edição de CDs), o Café UF (onde ganharam aquele prémio que os impulsara inicialmente), a Regueifa Plataforma (um netlabel galego) e mesmo dos Resentidos (esse grupo de que tanto gostam).

 

Foto e vídeo: Ataque Escampe