Fado Bicha chega à Ponte Musical na voz do João Caçador

“Lisboa, não sejas racista/ Não é só pra turista/ Vir e ocupar/ Lisboa, não sejas racista/ Velha cavaquista/ Não queiras voltar/ Lisboa, não sejas racista/ E crê que esta lista/ Não vai amansar/ Lisboa, não vives não falas/ Tira-me essas palas E aprende a escutar”

Fado Bicha a intepretar “Lisboa, não sejas racista”

João Caçador concedeu-nos a primeira entrevista para um meio de comunicação da Galiza e nós quisemos aproveitar a ocasião para falarmos do maior número possível de temas. O primeiro o do termo “Bicha”, com o qual o nosso interlocutor entra plenamente em matéria: “é um insulto que serve para qualificar um homem homossexual e afeminado, o que provoca punição social. Essa palavra que foi tomada como um insulto às nossas identidades tornamo-la como uma arma de visibilidade e de orgulho”.

OZ Guarani: a voz do seu povo

Jefferson Xondaro: "Estamos em luta pela demarcação de terras"

Jaraguá é um bairro da Região Noroeste do município de São Paulo, no Brasil. Neste bairro, situa-se o Pico do Jaraguá, o ponto mais alto do município de São Paulo e por onde passam também duas importantes saídas para o interior paulista: as rodovias Bandeirantes e Anhanguera. A povoação original do bairro era de índios tupiniquins, até a chegada de portugueses e castelhanos, que desciam o Rio Tietê rumo ao interior. No presente, dlocalizam-se no bairro duas aldeias indígenas guaranis: a Tekoa Ytu e a Tekoa Pyau, chefiada pelo cacique Fernandes.

Nós falamos com o Xondaro, “o Guerreiro”, o porta-voz da banda e soubemos que para eles a música é uma ferramenta de denúncia dos problemas que padece a população. É um rap combativo pela supervivência das pessoas e dos animais das aldeais ameaçadas pela invasão da cidade e as suas artérias de comunicação.

 

 

 

MAMPARRA: DESVENDAMOS OS ENIGMAS

Que têm em comum o filósofo Thomas Hobbes, o jogador de futebol Robinho e o papagaio Cucói?


Nos palcos os integrantes são cinco -Felippe Rodrigues (bateria), Gustavo Borges (guitarra), Maiana Monteiro (voz), Guilherme Mingroni (baixo) e Foca (trompete)-, mas Mamparra é uma comunidade mais alargada. Exemplos?: o compositor Itamar Assumpção ou o mesmíssimo Gilberto Gil.

A banda foi fundada em 2009 e em 2012 o grupo ganhou o prêmio LabMIS, do Museu da Imagem e do Som de S. Paulo (MIS-SP), que deu direito a gravação de um EP. O seu primeiro álbum, lançado em 2017, é  “uma mistura eclética com influência da Tropicália, Novos Baianos, Arrigo Barnabé, Karnak e outros”.

No Grandes Vozes viajamos 8000 km através da língua para  conversarmos com Gustavo Araujo Borges a respeito das ligações com  Itamar Assunção, do significado da palavra “Mamparra”, dos prémios, do Thomas Hobbes e do Robinho, dos ritmos, das influências e -logicamente- das suas gravações.

 

Eduardo Monteiro: “Entrei na música galega através de Muxicas”

Na "Xuventude de Galicia", em Lisboa, aprendeu música tradicional com o Paulo Marinho, da Sétima Legião

Na entrevista da entrega nº 111 do GV, demos a conhecer à nossa audiência a música do Eduardo Monteiro, que nasceu no Rio de Janeiro em 1974 no seio de uma família integralmente portuguesa e emigrante. Mudou-se para Portugal em 1982, tendo vivido em Viseu durante 4 anos, período após o qual passou a viver com a família em Lisboa.
Em 1992, Eduardo Monteiro entrou para a Xuventude de Galicia em Lisboa e aprendeu a tocar gaita de foles e pandeireta galega com Paulo Marinho e com diversos professores enviados pela Xunta de Galicia. Integrou o grupo “Anaquiños da Terra”, quer como participante quer como ensaiador.
Autodidacta na sanfona, assistiu a vários cursos na Galiza na França. Em 2000 ingressou no curso de canto na Escola de Música do Conservatório Nacional e integrou algumas formaçoes musicais no ambito da música popular e erudita.
Desde 2007 tem-se dedicado ao fado, tendo cantado em diversas casas de fado, hoteis e eventos. Atualmente aprende a tocar viola. Paralelamente ao percurso musical licenciou-se em Biologia em 1999, tendo se desde entao dedicado ao ensino, em estabelecimentos de ensino públicos e tutelados pelo Ministerio da educação.

Alberto Mvundi: dos Papaqueixos e a Turma Angolo-Galega à sua própria banda

"Quando entrei desde Portugal, fiquei completamente apaixonado pela Galiza e... não só!"


Alberto Mvundi. Angolano-galego. Filho predilecto da África e Filho adoptivo da Galiza. Músico e activista social”. Com estas palavras apresentou Edilson S. Tavares o nosso convidado do programa nº 107  do Grandes Vozes. Imediatamente depois, Alberto Mvundi falounos do seu Kibala natal, um município situado na província de Cuanza Sul, e dos seus primeiros anos de vida num ambiente de “alegria, música, futebol e praia“, mesmo estando o país em situação de guerra civil.

Precisamente por culpa dessa guerra, Mvundi fugiu para Portugal, onde esteve por um período de oito anos, antes de passar para a Galiza: “Depois de ter estado em Lisboa, no Porto, no Algarve… sentia a necessidade de alargar a actividade musical e um dia fui a Valença do Minho e cruzei… era ainda a ponte velha. Entrei na Galiza e, quando entrei na Galiza e ouvi a pessoas a falarem, vi que entendia tudo e até cheguei a pensar que  Portugal não terminava em Valença do Minho. Para mim era tudo Portugal. Não tinha problemas de língua“.

 

Como lle apareceu a posibilidade de viaxar a Portugal? // Como definimos a súa saída: exilio ou emigración? Canto tempo estivo en Portugal? Como chegou á Galiza? A través dalgún contacto? Cando e como foi recebido na Galiza? Quen foron os primeiros contactos musicais? En que discos colaborou? Quen integra agora mesmo a súa banda? Cal é a temática das letras das suas cancións? E cal é o estilo musical (fusión da África e do Brasil)?